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Flor da Lua

October 13

Que me bole por dentro, será que me dá

"O que será que será,
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia"
 
O que é isso que se impõe sobre todos os argumentos e todos os medos?
Que ressurge mais forte cada vez que eu nego?
O que é isso que me tira o chão, o ar, o fôlego, o rumo?
O que é isso que parece prestes a fugir do controle? O que é isso que parece querer tomar as rédeas do meu coração à todo instante?
Que já derrubou por terra todos os porens, todos os contras que a minha razão foi capaz de levantar?
O que é isso que me encanta e me assusta, que me faz querer e fugir ao mesmo tempo?
 Que eu continuo sentindo mesmo quando me convenço que não devia, mesmo quando tento me provar que não é real?
O que é isso que eu não consigo evitar, que eu não consigo mais esconder, que eu não consigo guardar?
O que será que acontece se eu perder o juízo, o medo? O que será que acontece se eu deixar de lado as dúvidas?
O que eu faço agora, se a voz me falta quando enxergo seus olhos? Se quando encontro a voz você esconde os olhos?
 
O Que Será (À Flor da Pele)
Chico Buarque
O que será que me dá
 
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta os olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular

E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida nem nunca terá
O que não tem remédio nem nunca terá
O que não tem receita...

O que será que será,
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso nem nunca terá
O que não tem cansaço nem nunca terá,
O que não tem limite...


O que será que me dá,
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores me vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus nervos estão a rogar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem governo nem nunca terá,
O que não tem juízo...

July 29

bate na quina?

Realidade.

Uma dor ardida, como corte de papel na mão, e funda como enxaqueca.

 

“Ó menina vai ver nesse almanaque
como é que isso tudo começou

(...)
Se adianta tomar uma aspirina
Ou se bate na quina aquela dor”

(Almanaque – Chico Buarque)

July 22

Repetição...

Já falei uma vez. Vou repetir:
Eu não gosto que especulem sobre a minha vida.
Só eu sei realmente o que e porque eu escrevo.
Os sentimentos viram letras e palavras com a simples função de organizar minha bagunça emocional, não para deixar recados ou dizer coisas.
Se eles (os sentimentos) forem concretos e fortes serão perceptíveis para quem interessa. De resto, é achômetro.
É desperdício de energia.
 
July 19

que explique a minha paz...

Casa pré-fabricada (Los Hermanos)
Abre os teus armários eu estou a te esperar,
Para ver deitar o sol sobre os teus braços, castos
Cobre a culpa vã, até amanhã eu vou ficar,
E fazer do teu sorriso um abrigo
Canta que é no canto que eu vou chegar
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz,                    
tristeza nunca
Mais vale o meu pranto que este canto em solidão,
Nesta espera o mundo gira em linhas tortas
Abre essa janela a Primavera quer entrar
Pra fazer da nossa voz uma só nota
Canto que é de canto que eu vou chegar,
Canto e toco um tanto que é pra te encantar
Canto para mim, qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz,
Tristeza nunca mais...
July 14

vida de sinal fechado

Vivemos uma vida de sinal fechado.
o nosso tempo é o tempo do farol , o tempo de mudar do vermelho para o verde e de novo para o vermelho e de novo para o verde...
não há tempo para ser, nem para sentir, apenas para fazer.
preciso descer. parar. respirar. redescobrir como é bom sentir.
 
 
 
Sinal Fechado
(Paulinho da Viola)
 
Olá, como vai ?
Eu vou indo e você, tudo bem ?
Tudo bem eu vou indo correndo
Pegar meu lugar no futuro, e você ?
Tudo bem, eu vou indo em busca
De um sono tranquilo, quem sabe ...
Quanto tempo... pois é...
Quanto tempo...
Me perdoe a pressa
É a alma dos nossos negócios
Oh! Não tem de quê
Eu também só ando a cem
Quando é que você telefona ?
Precisamos nos ver por aí
Pra semana, prometo talvez nos vejamos
Quem sabe ?
Quanto tempo... pois é... (pois é... quanto tempo...)
Tanta coisa que eu tinha a dizer
Mas eu sumi na poeira das ruas
Eu também tenho algo a dizer
Mas me foge a lembrança
Por favor, telefone, eu preciso
Beber alguma coisa, rapidamente
Pra semana
O sinal ...
Eu espero você
Vai abrir...
Por favor, não esqueça,
Adeus...
July 08

Obviedades...

Não, eu não posso ser mais óbvia.

Não tem como.

Você podia ser um pouco mais claro.

Um comentário no blog (não precisa assinar, cria um pseudônimo), um e-mail, ou criar a chance de conversar...

Não?

A Lua Dos Amantes

“Olha a lua dos amantes
Olha que felicidade
Brilha agora como antes
Lá no céu da liberdade

Pra quem dorme no sereno
Pra quem fica até mais tarde
O amor não é pequeno
Muito menos a verdade
(...)”
A Lua Dos Amantes

(Moraes Moreira)

July 01

solução

Se eu não posso entender...
vou perguntar!
e pronto!
June 28

serenata para a lua

Lua, eu te confesso, como só ao mais confiável dos amigos: gostaria de estar enganada. Gostaria que tomasse uma atitude que me mostrasse que estou enganada. mas mesmo que eu esteja enganada, não acredito que essa atitude venha, que a espera um dia se encerre, a não ser por minha própria decisão.
Ah, lua. É tão difícil bancar essa decisão... Tão difícil desistir de todo esse sonho que se instalou no meu coração.
Tão difícil deixar como é difícil falar.
Lua, ilumina por onde devo caminhar?
 
 
Serenata
(Cecilia Meireles)

Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.

Permite que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,
e a dor é de origem divina.

Permite que eu volte o meu rosto
para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho
como as estrelas no seu rumo.
June 21

Idéias...

Idéias fragmentadas, vindas de conversas, pensamentos, sonhos, livros...

 

"O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem."
(J. Guimarães Rosa)

 

“Vida, dia, sol, noite, lua, música, alguém por favor, pode providenciar um sinal, pra que eu entenda o olhos, o silêncio, o medo, tudo?”

(escrevi um dia desses, pra um texto anterior... continua atual)

 

“Hoje tudo o que eu quero é transbordar, brincar de cafuné, descer da roda viva, dar as mãos e passar a tarde à olhar as borboletas multicoloridas brincando no céu de sempre.”  (é meu mesmo. E também continua valendo...)


"Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade
Acho que a gente nem tinha nascido."
(João e Maria - Chico Buarque)

 

“Eu quero um colo, um berço
Um braço quente
Em torno ao meu pescoço
E uma voz que cante baixo
E pareça querer me fazer chorar
Eu quero um calor no inverno
Um extravio morno da minha consciência
E depois sem som
Um sonho calmo
Um espaço enorme
Como a lua rodando entre as estrelas “

(Fernando Pessoa)

 

“Felicidade se acha em horinhas de descuido”

(J. Guimarães Rosa)

 

“Não sei, eu nunca soube o que dizer-te...”

(Mario Quintana)

 

 

“Sei como é. Minhas poesias não ditas me sufocam, me afogam em minha mediocridade e nos meus medos. São ridículas por me deixarem atolado em uma vida que se esgota e que não tenho nada a perder, a não ser a oportunidade de viver.”

amigo Rodolfo em um diálogo de scraps...

 

 

Já que ta ficando visível, óbvio, não seria melhor falar logo de uma vez??????

(de dentro da minha cabeça mesmo)

 

Eu sou muito frágil, muito vulnerável. E você também é. Todos somos. Com que pretensão a gente acha que tem assim tanto tempo na vida? E com que pretensão a gente acha que pode deixar pra viver depois, quando der tempo de viver?

(de dentro da minha cabeça, depois de um susto e com muita revolta)

  

"Ah, se eu pudesse entender..."

(nem preciso dizer que é do Tom, né?)

 

“nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além

de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio:

no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,

ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto”

( A Laura já me falou, mas eu esqueci o autor... sorry.)

 

“Viajar nessa procura toda de me lapidar nesse momento agora
De me recriar, de me gratificar de custo alma, eu sei
Casa aberta
onde mora o mestre, o mago da luz, onde se encontra o templo
Que inventa a cor animará o amor onde se esquece a paz
Alma vai além de tudo que o nosso mundo ousa perceber
Casa cheia de coragem, vida todo afeto que há no meu ser

Te quero ver, te quero ser
Alma.”
(Milton Nascimento)

June 12

Em suspenso

Parece que o mundo está em suspenso.

Que até segunda ordem tudo está paralisado, interrompido.

Negócios, contratos, acordos, projetos, idéias, sentimentos, relações, promessas, sonhos, presente e futuro, tudo suspenso, tudo esperando...

Esperando o que?

Boa pergunta.

Esperando que o mundo volte a rodar, que o dinheiro volte a se movimentar, que as coisas se provem melhores do que pareciam, que a confiança volte a reinar, que o medo volte pra gaveta, que as vidas alcancem os mesmos compassos nas mais diversas partituras.

Que alguém tenha coragem. Que você tenha coragem. Que eu tenha coragem.

 

"O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem."
(J. Guimarães Rosa)

uma ajudinha só?

Sobre nada é tão dificil escrever.

Já perdi a conta do número de vezes que iniciei textos, recados, bilhetes, anotações sobre isso.

Já perdi a conta do número de cartas, terminadas ou não, que escrevi e deletei, ou rasguei, ou guardei, mas que não permiti que chegassem ao destinatário.

De quantos textos publiquei dizendo sem dizer, só pra tirar um pouco das dúvidas daqui de dentro...

De quantas vezes pensei se deveria ou não falar, se deveria ou não pedir a ajuda do tal destinatário pra entender isso.

Será que os sinais são óbvios e eu não enxergo?

Será que eu devo arquivar o assunto, mesmo com todas essas dúvidas?

Será que eu não estou me deixando vencer pelo medo e perdendo algo muito importante?

Ou será que eu estou me usando desse medo pra não sair do casulo?

Bem que alguém podia me apontar umas respostas, né?

Bem que alguém podia facilitar só um pouquinho e me dizer pra que lado eu vou.

Ta tudo bem, eu sei que isso depende de mim e que quem tem que enxergar e decidir sou eu...

Mas uma ajudinha não ia ser nada mal...

May 21

Pra não esquecer - mais uma vez

Os últimos tempos andam tão malucos que há dias eu não prestava atenção ao mundo, só aos problemas, aos dilemas, aos desafios e às dúvidas. Mas nessa semana o mundo me atropelou e as energias colocaram a poesia bem no meio do meu caminho. Seria impossível não olhar, não ver, não inundar a alma.

Como eu pude me permitir esquecer de quanto é lindo o pôr do sol no lago do parque, tão perto de casa? E como eu passo tão pouco tempo na minha casa que já não me lembrava mais como é bonito o sol da tarde na varanda? E que mesmo no meio do concreto a cidade ainda mostra lindos pedacinhos de poesia, mesmo que pelo retrovisor...

Acho que eu preciso começar a voltar pra casa enquanto é dia. Pelo menos uma vez ou outra. Só pra não esquecer de que há mais do que o trabalho. Há a vida. E ela não deve ser esquecida, nem varrida pra debaixo do tapete.

Só pra eu não esquecer de olhar em volta. Nem de olhar pra dentro. Só pra eu não me camuflar de vez...

Ah, se eu pudesse entender...

Simplesmente eu não sei escrever sobre isso.

O que eu sei é que você sabe o mesmo que eu.

E talvez entenda quase nada como eu. E tenha o mesmo medo que eu tenho.

Mas só de uma coisa eu não tenho dúvida: você sabe o mesmo que eu.

“Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu”

Explica?

March 20

A dança como forma de expressar a vida, por Pina Bausch

Em uma pesquisa sobre a Pina Bausch essa semana, encontrei uma citação em que ela explica um pouco seu processo criativo. Não se trata só de dança. É dança, arte, vida, coração, sentimento.

Segundo Joseph Beuys “A obra de arte é o maior de todos os enigmas, mas o ser humano é a solução.” Cada ser humano é a uma solução diferente e única para cada obra de arte. E a arte pode ser o caminho para as respostas que não encontramos, para as palavras que não saem da garganta, para aquilo que não conseguimos explicar sobre nós mesmos.

A arte é a resposta pra vida.

 

 

“A dança deve ter outra razão além de simples técnica e perícia. A técnica é importante, mas é só um fundamento.

Certas coisas se podem dizer com palavras, e outras, com movimentos.

Há instantes, porem em que perdemos totalmente a fala, em que ficamos totalmente pasmos e perplexos, sem saber pra onde ir. É aí que tem inicio a dança, e por razões inteiramente outras, não por razões de vaidade. Não para mostrar que os dançarinos são capazes de algo de que um espectador não é. É preciso encontrar uma linguagem com palavras, com imagens, movimentos, estados de ânimo, que faça pressentir algo que está sempre presente. Esse é um saber bastante preciso.

Nossos sentimentos, todos eles, são muito precisos, mas é um processo muito, muito difícil torná-los visíveis. Sempre tenho a sensação de que é algo com que se deve lidar com muito cuidado.

Se eles forem nomeados muito rápido com palavras, desaparecem ou se tornam banais. Mas, mesmo assim é um saber preciso que todos temos, e a dança, a música etc. são uma linguagem bem exata, com que se pode fazer pressentir esse saber.

Não se trata de arte, tampouco de mero talento. Trata-se da vida e, portanto, de encontrar uma linguagem para a vida.

E, como sempre, trata-se do que ainda não é arte, mas daquilo que talvez possa se tornar arte.”

(Pina Bausch)

March 11

Parem o mundo que eu quero descer...

O que eu quero?

Ah, eu quero tantas coisas...

Mas hoje a minha vontade mais pura está gritando veementemente! Brigando para se impor sobre tudo o que é preciso fazer.

Hoje eu quero esquecer tudo e qualquer coisa. Quero respirar, gritar, dançar, cantar correr, deitar na grama, pisar na terra e brincar na beira d’agua.

Quero deixar nascer, fluir, explodir tudo o que se cozinha em banho-maria e se empurra de volta goela abaixo há tantos anos.

Não, não é angústia por fazer. É angústia por não fazer.

Quero NÃO “ter que” tantas coisas.

Quero horinhas de descuido.

Quero o tempo pra saudade falar mais alto, pra rosa se abrir, pro sono se acalmar e a alma voltar a sentir.

Hoje tudo o que eu quero é transbordar, brincar de cafuné, descer da roda viva, dar as mãos e passar a tarde à olhar as borboletas multicoloridas brincando no céu de sempre.

------- 

 

É preciso não esquecer nada:

nem a torneira aberta nem o fogo aceso,

nem o sorriso para os infelizes

nem a oração de cada instante.

 

É preciso não esquecer de ver a nova borboleta

nem o céu de sempre.

 

O que é preciso é esquecer o nosso rosto,

o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.

 

O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,

a idéia de recompensa e de glória.

 

O que é preciso é ser como se já não fôssemos,

vigiados pelos próprios olhos

severos conosco, pois o resto não nos pertence.

(É preciso não esquecer nada - Cecília Meireles)  

 

-------

   

Tem dias que a gente se sente

Como quem partiu ou morreu

A gente estancou de repente

Ou foi o mundo então que cresceu

A gente quer ter voz ativa

No nosso destino mandar

Mas eis que chega a roda-viva

E carrega o destino pra lá

(...)

A gente vai contra a corrente

Até não poder resistir

Na volta do barco é que sente

O quanto deixou de cumprir

Faz tempo que a gente cultiva

A mais linda roseira que há

Mas eis que chega a roda-viva

E carrega a roseira pra lá

(...)

No peito a saudade cativa

Faz força pro tempo parar

Mas eis que chega a roda-viva

E carrega a saudade pra lá

Roda mundo, roda-gigante

Roda-moinho, roda pião

O tempo rodou num instante

Nas voltas do meu coração

(Roda Viva – Chico Buarque)

 

----- 

 

Um marinheiro me contou
Que a boa brisa lhe soprou
Que vem aí bom tempo
Um pescador me confirmou
Que um passarinho lhe cantou
Que vem aí bom tempo
Ando cansado da lida
Preocupada, corrida, surrada, batida
Dos dias meus
Mas uma vez na vida
Eu vou viver
A vida que eu pedi a Deus

(Bom Tempo – Chico Buarque)

 

------- 

 

“Felicidade se acha em horinhas de descuido”

(Texto Barra da Vaca – Tutaméia – Guimarães Rosa)

 

March 08

contexto

Depois da nota sobre o absurdo, várias idéias interessantes sobre o contexto atual na minha área de trabalho se organizaram em forma de texto na minha cabeça. Mas faltou tempo pra deixar isso tudo organizado e palatável o suficiente para publicar aqui... Quem sabe na semana que começa...
Só um comentário que não poderia faltar: intelectuais pragmáticos me irritam profundamente!
 
March 03

Surpresa sonora...

Sabe quando você ta desanimada, desorientada? Quando o dia foi duro, você descobriu que tem que carregar um caminhão de melancias pra realizar aquilo a que se propôs e que poucas pessoas tem intenção de te ajudar?

E aí você volta pra casa pensando no chuveiro e na cama, pra desligar logo esse dia f...?

Essa é a hora! É a melhor hora pra boas surpresas!

E surpresas sonoras então, são simplesmente fantásticas!

Granados por Luis Bonfá: Salvou o dia!

Obrigada! Do fundo do coração!

Breve nota sobre o absurdo

Quando eu acho que as pessoas já fizeram todo o possível elas ainda conseguem me surpreender.

Quando eu acho que a situação já é bizarra, absurda e descabida o suficiente elas me mostram que dá pra afundar um pouquinho mais...

Que o descaso pode ser maior, que a irresponsabilidade é mais intrínseca e que a ética é desconhecida...

 É, acho que eu vim com defeito...

March 01

no silêncio dos teus olhos....

Vida, dia, sol, noite, lua, música, alguém por favor, pode providenciar um sinal, pra que eu entenda o olhos, o silêncio, o medo, tudo?

 

 

Teus Olhos

(Juçara Freire)
No silêncio dos teus olhos
ouço o meu coração bater ,
será o amor , um bem-querer
ou só você ?

Que se apossa do meu mundo
de um jeito tão profundo ,
que resistir , não faz prá mim ,
nenhum sentido.

Não quero um amor que machuca
cheio de dúvida e culpa.
Eu quero um amor mais amigo ,
que seja um porto,
um abrigo prá mim
e sendo assim , também serei pra ti .......


O caminho mais seguro ,
Os teus passos no escuro ,
O amanhecer , dia de sol , teu mar bonito .

Não quero um amor que machuca
cheio de dúvida e culpa .
Eu quero um amor mais amigo ,
que viva de tudo comigo
e por você , eu quero ser o teu caminho .

No silencio dos teus olhos
ouço o meu coração bater ,
será você meu bem-querer
o meu abrigo ?
Será você ?!!

No silêncio dos teus olhos .......

 
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